RENUNCIAR É PRECISO !

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Vale quanto pesa!

Leitores & Amigos

sábado, 11 de setembro de 2010

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.


Autora do texto
Marina Colasanti

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A dança de meu sonhar,



Cada tom um ritmo, cada cor, uma dor
Dançam conforme o soprar suave do vento.
Cada pensamento uma sincronia
Que no embalo do meu pensar
Envoltos em emoções é... Sempre!
Um eterno bailar!


Mary Cely
Imagem do google

Quantas Vezes...


Um urso vivia numa floresta imensa, onde o único problema era a falta de essência para se reconhecer melhor.
Pegou um peso bastante elevado e agora vivia amargurado por sentir-se tão pesado.
Tinha dificuldades para andar, e até mesmo para brincar ,o corpo não mais ajudava.
Não podia ver uma cachopa de mel, que logo ficava mais amargo que um fel ,pelo medo que lhe tirassem.
Era tambem mal humorado com aqueles que andavam ao seu lado que já tinham perdido a paciencia com ele.
Passava a maior parte do tempo dormindo e ao sair fingia não enxergar ninguem no seu caminho,para não ter que encarar a triste realidade.
Pois suas fartas gorduras balançavam então, deixando suas formas como um velho saco, agora sem expressão.
Na floresta todo o mundo o conhecia como um fofo urso que a tudo comia, sem se preocupar com o amanhã.
Diziam que era muito ansioso quando na verdade ,não passava de um grande preguiçoso que nada de util fazia.
Ninguém o via jamais sorrir nem mesmo quando ia partir para mais uma farta alimentação.
Alguns pequenos animais andavam sumindo, e muitos diziam que ele estava consumindo os coitados dos bichinhos.
Tudo que de errado naquela floresta acontecia era atribuído ao urso, que mais gemia ,do que procurar se defender.
Logo pegou a fama de ladrão, e todos passaram a acusá-lo então, de roubar o alimento alheio.
Eram tantos os apelidos que ganhava que em forma de castigos aceitava,aliviando assim sua pobre consciencia.
A fama pegou distância, e em forma de negativas lembrança, o caso dele se estendeu.
Chegou até outras florestas, que em dia também de festas, cuidavam do seu estoque abastecedor.
Tinham medo que o urso tambem ali chegasse, e a comida deles logo roubasse, pois a fama do bicho era grande.
E o pior de tudo, é que este meu pobre amigo, não era tão larápio nos abrigos que ele desconhecesse.
Sofria pela triste barriga que em forma de uma gigante formiga carregava tudo que via.
Não tinha paz o nosso ursinho e nem mesmo um gesto de carinho recebia de mais ninguém.
Até que um dia amanheceu sentindo que uma grande fraqueza o acometeu, deixando-o na relva esticado.
Não levantava o bichinho, nem mesmo para procurar ajuda do vizinho, ele tinha então, se entregado.
A fome foi logo desaparecendo e aquela luta ele estava perdendo não tendo mais desejo algum.
Olhava pra todos os lados, em busca de velhos machucados que explicassem como entrou naquela fria.
Acusava sua barriga grande, que mais parecia um aposentado bonde, agora sem nenhum valor.
Lembrava da alegre mocidade quando ainda com pouca idade, costumava brincar e correr.
As lembranças da feliz infância vinham agora trazendo de volta a antiga aliança que as cinzas do tempo para ele guardou.
Da relva verde, onde em pequeno corria ,unia-se agora com a noite e o dia ,esperando novo alvorecer.
Sentia saudades da boa mãezinha, que o alimentava sempre na boquinha, até que sozinho se virasse.
Que o protegia dos perigos da floresta, não o deixando sozinho nem em dia de festa , pois não confiava em ninguém por perto.
Mas o tempo passou ligeiro e logo teve que ser guerreiro para sua propria sobrevivência.
A mãe foi então dele isolada e o deixaram naquela floresta afastada, sem saber o que a ela aconteceu.
Lutou anos para sua sobrevivência e desenvolveu uma gordura extensa , que mais parecia estranha doença.
Agora, estava alí caído, tentando entender o que tinha lhe acontecido, pra merecer um fim assim.
Fechou os olhos o nosso urso, e não mais quis seguir o seu curso, traçado para ele caminhar.
Abandonou a luta na estrada, que antes tanto deixara marcada a vida daquele pobre urso.
Culpava as pernas que não o ajudaram andar e onde outros conseguiam saltar ,as dele não mais se erguiam.
Uma lágrima no rosto correu, e o sono finalmente o venceu, por longo tempo talvez.
Nunca mais se ouviu falar do ursinho, que passou pela vida de mansinho sem nada para acrescentar.
Talvez dormindo até sonhasse ,que um dia novamente acordasse e tudo seria então diferente.
As flores tinham novamente nascido e ele pouco ainda tinha vivido pra escrever uma nova história.
Com muita luta e persistência, ele agora não tinha mais penitência para não querer viver.
Era feliz como um urso faceiro que agora era de todos o mais ligeiro e belo urso daquela floresta.
MORAL DA HISTÓRIA:
Quantas vezes passamos a vida à espera do que o outro tem para nos oferecer.
Quantas vezes acusamos o amigo ao lado, de ser um pesado fardo, que temos que carregar.
Quantas vezes fugimos de nossas responsabilidades e evitamos certas contrariedades, para não aceitar um erro que nos acometeu.
Quantas vezes nos achamos um pobrezinho, vitima de quem nos deu mais um empurrãozinho ,derrubando-nos em alto penhasco.
Quantas vezes nos entregamos ao desânimo que nós mesmos recriamos pela pouca fé em Deus.
Quantas vezes perdemos oportunidades ,de fazer novas amizades ,que mais tarde irão nos engrandecer.
Quantas vezes ficamos no tempo parados, acreditando que nada vai dar errado, pois somos filhos de Deus.
Quantas vezes procuramos culpados, para nos livrar dos pseudo-pecados que nada mais são do que chances recebidas.
E como este velho urso, passamos a vida ,esquecendo de curar antigas feridas,pela inércia do nosso reformar.
Vamos agora recomeçar, mudando hábitos que estão a nos atrazar, no caminho bendito da evolução.
Doando o nosso melhor , ao irmão que está as vezes pior , precisando da nossa mão.
Não nos coloquemos no papel de infeliz, vamos reconhecer nossa verdadeira raiz; a de viver bem a vida: AMANDO,DOANDO E SERVINDO vamos todos agora seguindo, com Jesus no coração.

Pesquisa da fonte do texto e Imagem do blog citado.de otimo teor
http://jovensdoalem.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Metáfora


Nos meios politicos o que se ver é critica e autoconsideração vejamos o que a população do nosso País decide.
Eis a indagação você tem direito de escolha.
Seja consciente.
Já que oa criticos só dizem horrores depois do fato acontecido.
Não podemos deixar.
Assim....

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Alma gêmea





“Como vou saber se ele é minha alma gêmea?” uma de minhas alunas perguntou-me outro dia.

“Isso não importa,” respondi. “Assuma um compromisso com ele, coloque nisso todo o trabalho e esforço necessários, e ele se tornará sua alma gêmea.”

Alma gêmea é uma das ideias mais confusas e equivocadas na vida judaica. Embora o Talmud declare que 40 dias antes da formação do feto, uma voz Celestial desce do Alto e decreta quem vai ser parceiro de quem, essa atividade ocorre no âmbito espiritual.

Na verdade, isso pode tornar-se uma distração. Isso nos leva a procurar sinais e prenúncios e os misteriosos caminhos do cosmos que nos aproximaram, e a ignorar os elementos mais importantes exigidos para criar um relacionamento bom e produtivo.

O fato de que você “nunca” vai até aquela loja e que “nunca” está em casa naquela hora e que ele estava comprando “exatamente” a mesma coisa que você pode ser uma história bonitinha para contar aos seus netos (ou não), mas não demonstra se ele é bom e leal.

A lua, as estrelas e aquele brilho especial não falam se ele é honesto e confiável.

E toda a atração física no mundo não nos diz nada sobre seu poder de permanecer a longo prazo, sobre sua verdadeira compreensão da palavra compromisso.

É por isso que eu sugiro que se precisar falar sobre alma gêmea (e parece que precisamos!) isso deveria vir ao fim da discussão, não no início.

Quando duas pessoas constroem juntas uma vida, quando começam com um alicerce de valores compartilhados e bom caráter, e seu compromisso é forte, eles criarão um casamento forte.

Isto é o que você consegue conquistar após anos de conflito e alegria, anos de sofrimento e celebração, anos de esforço e risadas.

Com todo o trabalho duro, com constante doação ao cônjuge, eles criarão um vínculo irrevogável. Através das atividades de família e envolvimento na comunidade eles aprofundarão sua união. Seu senso de intimidade e conexão somente crescerá com o tempo.

É o que você recebe depois que cumpriu seus deveres. É aquilo que você consegue quando continua em frente não importa o quanto a estrada seja difícil. O que você consegue após anos de conflito e júbilo, dor e celebração, esforço e risos.

Há um aspecto ligeiramente místico – é aquilo que você consegue quando não está procurando por ele, quando não é enganado por exterioridades ilusórias e pseudo-espiritualidade.O que você recebe após usar seu tempo sendo carinhoso e amante, após criar uma verdadeira unidade conjugal de dois indivíduos.

É verdade que tudo está nas mãos do Todo Poderoso, mas não necessariamente na maneira que pensamos inicialmente. Se fizermos o que é realmente necessário para fazer o casamento funcionar, então o Todo Poderoso faz um milagre para nós – vermos que embora não tenhamos reconhecido isso a princípio, desposamos nossa alma gêmea, afinal.


Fonte texto e Imagem
http://hebreu.blogspot.com/2010/08/como-encontrar-sua-alma-gemea.html

Por Emuna Braverman

De Veríssimo...para as Mulheres!


Um homem Inteligente Falando das Mulheres


O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.

Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:


Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.


Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.


Flores

Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.


Respeite a natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.


Não tolha a sua vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.


Cérebro feminino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.


Não faça sombra sobre ela

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.


Só tem mulher quem pode!







Luiz Fernando Veríssimo
Fonte do Texto e Imagem do Blog
http://yvannasaraiva.blogspot.com/

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O MENDIGO, A ROSA E A CRUZ *Conto*







O cemitério de Serrana ficava no alto de uma colina que o povo batizara de “ Boa Vista”. Daquele outeiro era possível ver toda a cidade, e, simbolicamente, poder-se-ia dizer que dali os mortos vigiavam os vivos. Era um cemitério antigo e havia sepulturas que datavam de 1800 e pouco. O coveiro Eusébio informava que não se sabia os nomes dos que ali jaziam, e os registros daqueles primeiros anos haviam mofado num armário antigo ou sido devorados pelas traças.. Ele, como seu colega Afonso, não se lembrava de que nos 40 anos que ali trabalhavam, viesse alguém visitar aqueles túmulos. Como eram perpétuos, não se podia desmanchá-los para que outros corpos fossem sepultados. Agora, não passavam de enigmáticos marcos, porque, com a passagem dos anos, nada mais restava nos seus interiores senão o pó; mas nem isto poderia ser verificado. Despertava curiosidade o túmulo que ficava na entrada, à direita do cemitério. Nada havia sido gravado na pedra; nenhum nome e nenhuma data. Anônimo. Por qual razão fora construído desta maneira? Era um mistério.

Diz-se que a morte nivela a todos. Mentira! Naquele cemitério, como em outros das cidades vizinhas, os mortos das famílias abastadas eram sepultados em túmulos artisticamente construídos. O material usado era do melhor mármore e argolas de um metal nobre adornavam aquelas moradas onde não faltavam inscrições extraídas da Bíblia e as datas de nascimento, marcadas por uma estrela, e as da morte, por uma cruz. Além deste cuidado, um Anjo com asas abertas, encimava o túmulo e sugeria que estava pronto para levar o morto para o céu. Eram pequenas capelas, com portas de ferro e cadeados. Naqueles anos o cemitério ainda era considerado um campo santo, e os ladrões não violavam os túmulos para tirar dentes de ouro da boca dos mortos, como ficou costumeiro nos tristes anos de fim do século XX.

Os coveiros, Eusébio e Afonso, haviam se acostumado com o trabalho. Na hora do almoço não mais lavavam as mãos, mesmo que estivessem abrindo uma cova e jogado os ossos de uma cova vencida no ossuário comum. Tornaram-se tão íntimos com a morte que não mais a temiam, e muito menos, experimentavam algum sentimento quando “plantavam” – era a gíria que usavam – uma criança, um jovem ou um velho. Suas fisionomias eram máscaras inexpressivas, enquanto olhavam os parentes do morto e colocavam as grossas cordas para fazer descer o caixão na cova de sete palmos ou empurrá-lo para dentro da gaveta de um túmulo. Se o morto era de família abastada, recebiam uma gorjeta pelo cuidado com que tratavam o caixão. Depois que estavam sozinhos completavam o serviço jogando, vigorosamente, pás de terra e cal sobre o caixão , e , rindo, galhofavam um para o outro : “Vai irmão ! Deus ou o Diabo te esperam do outro lado, mas fique aí plantado. A terra é boa e a cal vai te comer mais depressa.”

Mas a cal só era usada para os defuntos cuja família davam um agrado aos coveiros. Os indigentes e os mendigos eram cobertos apenas pela terra. Afonso e Eusébio haviam reservado as duas últimas horas da tarde para os mortos indigentes que vinham do Hospital “Dom Felício Roxo”, conduzidos, a toda pressa, no coche fúnebre do preto Malachias. Parecia que ele fazia questão de alarmar a cidade quando vinha do hospital, com os seus quatro cavalos fogosos, que disparavam sob o seu chicote pela avenida da Água Limpa, passavam velozmente pela rua do Divino, circundavam o jardim e subiam a rua do cemitério. Malachias, não se sabe se, de caso pensado ou por desleixo, não amarrava direito o caixão no fundo do carro fúnebre e o morto, na sua última viagem, ia aos trancos e barrancos, com o caixão pulando para o espanto dos serranenses.

O relógio da Matriz já batera as cinco horas e o Malachias ainda não chegara ao cemitério. Isto incomodou os coveiros que gostavam de sair pontualmente às seis horas. Já haviam aberto uma cova para um mendigo e fumavam um cigarrinho enquanto esperavam o último serviço da tarde. Naquele dia estavam exaustos, pois há mais de uma semana preparavam o cemitério para o dia de Finados que seria no dia seguinte. Túmulos haviam sido caiados; flores e árvores devidamente podadas ; enfim, o cemitério parecia um jardim. Quando menos esperavam, o coche do Malachias apontou no portão de entrada e rapidamente ganhou a rua principal do cemitério em direção aos coveiros.

- Eu pensei que Você não viesse hoje! Disse Eusébio.

- Foi o doutor Jeová que me atrasou, Eusébio. Hoje eu tou trazendo pra vocês o “Pé de Chinelo”, aquele mendigo que dormia na estação e que foi encontrado morto nesta manhã. O médico não queria liberar o corpo sem primeiro saber qual era a causa do passamento. Depois de conversar com o Dr. Ulysses resolveu dar o laudo e eu li que foi o coração que matou o pobre coitado.

- Ta bão ! Vamos logo Afonso. Malachias, você trouxe o lençol para enrolar o corpo ?

- Ele já está enroladinho, e, como das outras vezes, o caixão vai voltar. Lá no hospital tem mais uns indigentes que vão precisar dele quando “baterem as botas”

Em menos de meia hora os coveiros já haviam sepultado o “Pé de Chinelo”.Com dois pedaços de sarrafo improvisaram uma cruz e sobre a mesma escreveram o número 33, que passou a ser, no livro de registros, o número da cova do mendigo. Enquanto trabalhavam, trocaram idéias sobre o morto. Ninguém tivera a curiosidade de perguntar-lhe pelo nome. Por causa de um chinelo velho que arrastava, deram-lhe aquele apelido que virou nome. Fora despachado no trem de Ponte Nova com passagem até Serrana. Havia desembarcado há mais de três anos. Sua idade era indefinida e vivia, de porta em porta, nas horas do almoço e do jantar, com uma cuia na mão, pedindo “Pelo amor de Deus”, um prato de comida. Ninguém lhe negava o que comer. Em Serrana somente o Caburé, jardineiro da Praça 28 de Setembro, não gostava dele. “Pé de Chinelo” tinha o costume de todas as tardes, antes da Ave-Maria, roubar uma rosa do Jardim e levá-la até à imagem de Nossa Senhora das Graças e deposita-la junto aos seus pés. Em seguida, de joelhos, rezava num velho terço, os mistérios da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. Era sua fé. Pe. Solindo apreciava o mendigo e quando passava ao seu lado dava-lhe um carinhoso abraço. Depois do terço, “Pé de Chinelo” saia da Matriz, rindo e falando sozinho: “. Hoje, eu falei com a minha Mãe. Ela me ouviu.” e tomava o rumo da estação da Leopoldina Railway onde dormia, num canto, envolto em sacos de linhagem. Apesar da miséria em que vivia, da sua solidão, mantinha um sorriso de quase alegria e seus olhos verdes exprimiam um conformismo que era mais expressão de uma grande paz na alma. Ninguém o temia, e as crianças adoravam ouvir suas histórias quando ele se assentava num dos bancos do jardim. Eram histórias de fadas, princesas e cavaleiros. Dizia, e as crianças acreditavam que havia vivido naqueles tempos e fizera parte da corte do Rei Arthur na lendária cidade de Camelot. Descrevia como era a vida na corte e que seu nome verdadeiro era Sir Gawain. Acrescentava, com entusiasmo, que fizera parte dos cavaleiros que buscaram o Santo Cálice – o Santo Graal – onde estava recolhido o sangue que Cristo derramara da cruz. Como se acovardou em acompanhar seus pares recebeu, de um monge, uma maldição.

Ele foi condenado a vagar pelo mundo, sem morrer, e condenado a permanecer três anos em cada cidade até que Nossa Senhora, a Rosa Mística, o perdoasse, e só então encontraria a paz e morreria.

Quando as crianças contavam aos pais aquela história eles riam e diziam “O Pé de Chinelo está caducando. Ele deve ter lido a história do Rei Arthur e seus Cavaleiros da Távola Redonda, e , agora, na sua fantasia doentia a confunde com a sua vida. Já ouvimos dizer que ele é um doido manso que fugiu do Hospício de Barbacena.” Era isto que se dizia daquele mendigo.

Os hospício

coveiros olharam para o céu que mostrava nuvens escuras anunciando uma chuva forte.Terminaram o serviço batendo, com força, as pás sobre a terra para que uma possível enxurrada não abrisse buracos na cova. Malachias, Eusébio e Afonso deixaram o cemitério às pressas, pois a tempestade que estava se armando pelos lados da Serra da Ventania era certeira.

Sem encomendação, sem caixão e sem uma flor sequer, o mendigo, cujo nome ninguém sabia, foi sepultado, naquele 1 de novembro de 1942, dia de Todos os Santos, véspera do Finados, na cova número 33

Por volta das oito horas da noite o céu de Serrana escureceu, e uma chuva torrencial, acompanhada de ventos fortes e de raios que caiam aqui e ali, deixou a cidade mergulhada na escuridão depois que um raio atingiu o transformador da Companhia de Força e Luz. Em cada casa, velas e lampiões foram acesos; e orações saíram de bocas temerosas pedindo a Santo Antônio que acalmasse a fúria dos elementos. Quando era alta madrugada a tempestade amainou, mas a cidade continuou mergulhada nas trevas até que o dia amanhecesse. Era Finados. Receando os danos que a chuva teria causado, os dois coveiros dirigiram-se mais cedo para o cemitério. Às oito horas começariam as visitas aos mortos e esperava-se que centenas de pessoas fossem levar as flores da saudade aos túmulos de pais, irmãos, esposos, parentes e amigos. Eusébio e Afonso temiam, sobretudo, que as enxurradas houvessem removido a terra nas covas rasas dos indigentes sepultados nos últimos dias. Logo que abriram o pesado portão do campo-santo foram direto olhar a cova onde haviam sepultado “Pé de Chinelo”. Estupefatos não acreditavam no que os seus olhos observavam. A enxurrada não havia passado sobre aquela cova rasa e junto à cruz improvisada nascera, durante a noite, uma planta que já havia crescido uns dez centímetros. Primeiro, acharam que alguém fizera uma brincadeira no dia anterior e que a planta estava simplesmente fincada na terra e que a um leve puxão se desprenderia. Tentaram isto. Surpresos ficaram porque a plantinha mostrava que estava enraizada e

não fincada, como pensaram. Perguntavam –se :

- O que isto significa ? Que planta é esta que brotou durante a noite?

Eusébio tomou a iniciativa de ir até o Jardim da Praça e chamar o Caburé para dar uma olhada naquele fenômeno. Não contariam, por enquanto, a ninguém. Era hora de abrir o portão do cemitério para as visitas de Finados. Um grupo de pessoas já estava à espera do lado de fora. Eusébio abriu o portão e recomendou para que não pisassem sobre os túmulos e sempre caminhassem nas ruas internas. Dito isto foi saindo em direção ao Jardim para chamar o Caburé. Caburé veio logo e dirigiu-se à cova 33. Tirou um pito do bolso e, agachado, foi examinando a curiosa plantinha. Tocou-a, cuidadosamente, com os dedos e afirmou que era um tipo de roseira. A presença do Caburé chamou a atenção de alguns visitantes que se agruparam em torno da cova. Falastrão que era, Caburé não guardou segredo e perguntou se alguém sabia de algum tipo de roseira que havia nascido e crescido da noite para o dia ? Ninguém sabia. A notícia espalhou-se incontinente e mais e mais pessoas foram se juntando em torno da cova. Os coveiros, temerosos que alguém pisasse naquela plantinha ou afundasse os sapatos na terra , resolveram construir, às pressas, um cercado em torno da cova. De tarde, toda Serrana sabia do misterioso fenômeno que acontecera com o nascimento de uma roseira na sepultura do “Pé de Chinelo”. O pároco, o juiz de direito, o delegado, o prefeito e os vereadores haviam subido até o Cemitério “São João Batista” para inspecionarem , “in loco” , o fenômeno. Se curiosos haviam subido, estupefatos e com algum sentimento de culpa haviam descido para suas casas. Por iniciativa do delegado resolveu-se que dois praças iriam vigiar aquela cova durante aquela noite e as seguintes. O que mais poderia acontecer? Vagarosa e inexplicavelmente a roseira continuava a crescer apoiada no eixo da cruz de sarrafo. Sem autorização do padre, algumas beatas começaram a rezar junto à cova rasa e ensaiavam um murmúrio: “São Pé de Chinelo, rogai por nós!” A crendice popular, frente ao mistério e ao inexplicável, estava canonizando o mendigo que, em vida, só fora ouvido pelas crianças. No décimo dia, veio, da Escola Superior de Agronomia de Viçosa, um botânico para estudar o fenômeno. Ele confirmou que era uma roseira e ninguém colocou em dúvida a classificação que o professor Warwick Volf Rosenstraten fez da roseira, pois era um roseirista reconhecido em todo mundo. Tratava-se, sem dúvida alguma, de uma R. spinosissima, natural da Escócia e que produzia uma flor branca ou amarela , dependendo do terreno onde era cultivada. Caburé, que acompanhava a explicação do professor, ficou mais espantado porque informou que em Serrana, em nenhum jardim, havia alguém cultivado aquela espécie. O professor Warwick voltou para Viçosa sem poder explicar porque ela nascera naquele lugar e crescia tão rapidamente.

O mistério entrou no seu décimo oitavo dia, e, naquele dia, uma surpresa e um espanto a mais vieram se juntar e deixar mais desassossegados os serranenses. Uma rosa branca havia desabrochado e estava apoiada no centro da cruz. O fato trouxe mais crentes ao cercado da cova e entre orações e pedidos de graças, alguém lembrou que “Pé de Chinelo” era um fiel do terço e que levava, todas as tardes, uma rosa à imagem de Nossa Senhora.

Um estranho à cidade, onde todo mundo se conhecia, se juntou à considerável multidão. Havia chegado pelo trem Expresso, possivelmente do Rio de Janeiro, e especulava-se que fora visitar o túmulo de algum parente morto, fora do Dia de Finados. Era um homem alto, rigorosamente trajado de preto, dos seus 50 anos, que revelava no olhar e no andar uma autoridade peculiar. Ouviu os comentários dos crentes e como se esperasse, foi interrogado por alguém :

- O senhor, que não é daqui. O que acha disto tudo? Quem era o “Pé de Chinelo”? Demorando um pouco a responder, enquanto olhava, profundamente, os circunstantes, o estranho respondeu:

- Para vocês eu gostaria de esclarecer algumas coisas. Primeiro, ele não era um pé de chinelo. Na época em que o Rei Arthur, da Inglaterra, constituiu a sua Távola Redonda e sagrou os seus cavaleiros, era privilégio do cavaleiro oferecer uma rosa à sua Rainha e Àquela que é chamada de Rainha da Rosa Mística, a Mãe de Jesus. O cerimonial era bonito e inspirador. Mostrando que estava abaixo da Rainha dos Céus, a rainha depositava, em seguida, as rosas que lhe haviam sido ofertadas, aos pés da Senhora. Os cavaleiros que cumpriam esta bela e suave obrigação da Cavalaria ficaram conhecidos como Cavaleiros da Rosa e da Cruz. Hoje, contemplando esta linda rosa branca apoiada nesta cruz,e baseado nos meus estudos esotéricos, eu só posso deduzir que aquele que está aqui sepultado não é um santo. Era um cavaleiro que viajou muitos séculos sem encontrar na morte o descanso desejado. Cumpria uma pena que lhe foi imposta. Aqui, em Serrana, ele alcançou, finalmente, o perdão da sua Senhora e do seu Filho. Era um Cavaleiro da Rosa e da Cruz. “

Após aquela explicação reinou um profundo e grande silêncio entre as pessoas que o ouviam. Imediatamente, os circundantes abriram uma fileira e o estranho foi se afastando daquele grupo, sem a ninguém olhar e despedir, até desaparecer ao cruzar o portão do campo santo. Alguns populares tentaram ir atrás daquele estranho personagem e saíram,às pressas, à sua procura, pois desejavam fazer-lhe muitas perguntas. Na rua, olharam para todos os lados, mas não mais o avistaram. Até hoje, passados mais de sessenta anos, os velhos contam aos jovens esta estranha história. Alguns acreditam, outros, não!

Uma última surpresa estava reservada aos serranenses no ano 2.000. Quando passou o tempo legal de permanência do corpo na terra, e estima-se que pouco resta e os ossos são destinados ao ossuário comum, a cova de número 33 foi aberta para receber outro corpo. Nada foi encontrado! Nenhum osso, nenhum fio de cabelo, nada, absolutamente nada, que indicasse que ali estivera sepultado alguém. Com um misto de respeito e temor o coveiro cobriu de terra aquela cova rosa e tornou a fincar uma cruz de madeira com o número 33. Ela não receberia nenhum corpo enquanto existisse aquele cemitério em Serrana. O novo coveiro, o Eusebinho, filho de Eusébio, ficou a olhar aquela cova vazia e pensou que o número 33 correspondia à idade de Jesus Cristo, o Único Ressuscitado entre os mortos, ou será quê ?… Não quis completar o que conjecturava. O sino da Matriz batia as 6 horas da tarde e o sol já desaparecia nos altos da Serra de São Geraldo. Eusebinho podia vê-lo na sua variação de cores que dava ao entardecer um colorido todo especial e projetava a sombra de um cruzeiro, que existia na entrada do cemitério,sobre alguns túmulos. Era hora de deixar seu trabalho. Da cidade não vinha mais o ruído costumeiro dos automóveis e nem os apitos das usinas de açúcar anunciando a mudança de turnos. Serrana preparava-se para a noite que chegava e o repouso que prometia do trabalho do dia. Como fazia todas as tardes, ao fechar o pesado e imponente portão, ele fez o sinal da cruz, olhou mais uma vez para o interior do campo santo e disse: “ Descansem em Paz.! “

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Fonte do texto e Imagem
http://ribalmeida33.wordpress.com/2010/05/09/o-mendigo-a-rosa-e-a-cruz-um-conto-para-o-final-de-semana/

Aviso


Como eu deixei de escrever só postarei aqui no renunciar tudo que achar interessante e divertido.A vida nem sempre é poesia muitas vezes são momentos de melancolia.(Mary Cely)

O sucesso não é o final e o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para seguir em frente(a.d)

Bundas....



(__|__) bunda perfeita.

|__|__| desbundada.

(::|::) bunda com celulite.

(__@__) bunda de quem fez sexo anal-virtual.

(__$__) bunda de prostituta de luxo.

(__*__) bunda de quem tá com frio.

(__.__) bunda de quem tá com muito medo.

(__?__) bunda de quem não sabe o que vem pela frente, ou melhor, por trás.

(__o__) bunda pouco usada.

(__O__) bunda bastante usada.

(__+__) bunda de crente.

(___________0____________) bunda da Carla Perez.

(__8__) bunda de quem fez sexo com dupla penetração recentemente.

(__.__) bunda com nádegas afastadas para exame de próstata.

(__o__) bunda com nádegas afastadas após exame de próstata.

(__;__) bunda com limpeza falha após uso.

(__-__) bunda de japonesa.

(__V__) bunda comportada de biquíni.

(__Y__) bunda assanhada de fio dental.

(((__)(__))) bunda mole.

(__x__) bunda da esposa (para o marido): "De jeito nenhum!!!".


*um amigo mandou por e-mail. resolvi deixar aqui pelo meu espaço de lazer. Rssss:D

domingo, 5 de setembro de 2010

Não julgue precipitadamente!

A maioria das pessoas tem tendencia de acreditar na opinião formada por elas proprias.Nunca dando espaço para explicações.Acredito que seja a fase negra do ser humano... julgar o próximo por elas proprias.Faça oque digo e não oque faço.

Ser Chique!


Trecho do livro "A quem interessar possa", de Gilka Aria.

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como atualmente. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão a venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que uns guarda-roupas recheados de grifes importadas. Muito mais que um belo carro Alemão. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta.
Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes. Mas que, sem querer, atrai todos os olhares, porque tem brilho próprio. Chique mesmo é quem é discreto, não faz perguntas inoportunas, nem procura saber o que não é da sua conta. Chique mesmo é parar na faixa de pedestre e abominar a mania de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e as pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos. Chique mesmo é não se exceder nunca. Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar no olho do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra. É ser grato a quem lhe ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, mas ficar feliz ao ser prestigiado. Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quanto que a vida é breve e de que vamos todos para o mesmo lugar. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se cruzar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem. Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!

"A alegria compartilhada é uma alegria dobrada."

Trecho de um livro da autora citada
de Gilka Aria.
Imagem do google.

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A palavra Psyché, em grego significa borboleta, entendida como sinónimo de alma. A borboleta simboliza a imortalidade da alma: