
Um urso vivia numa floresta imensa, onde o único problema era a falta de essência para se reconhecer melhor.
Pegou um peso bastante elevado e agora vivia amargurado por sentir-se tão pesado.
Tinha dificuldades para andar, e até mesmo para brincar ,o corpo não mais ajudava.
Não podia ver uma cachopa de mel, que logo ficava mais amargo que um fel ,pelo medo que lhe tirassem.
Era tambem mal humorado com aqueles que andavam ao seu lado que já tinham perdido a paciencia com ele.
Passava a maior parte do tempo dormindo e ao sair fingia não enxergar ninguem no seu caminho,para não ter que encarar a triste realidade.
Pois suas fartas gorduras balançavam então, deixando suas formas como um velho saco, agora sem expressão.
Na floresta todo o mundo o conhecia como um fofo urso que a tudo comia, sem se preocupar com o amanhã.
Diziam que era muito ansioso quando na verdade ,não passava de um grande preguiçoso que nada de util fazia.
Ninguém o via jamais sorrir nem mesmo quando ia partir para mais uma farta alimentação.
Alguns pequenos animais andavam sumindo, e muitos diziam que ele estava consumindo os coitados dos bichinhos.
Tudo que de errado naquela floresta acontecia era atribuído ao urso, que mais gemia ,do que procurar se defender.
Logo pegou a fama de ladrão, e todos passaram a acusá-lo então, de roubar o alimento alheio.
Eram tantos os apelidos que ganhava que em forma de castigos aceitava,aliviando assim sua pobre consciencia.
A fama pegou distância, e em forma de negativas lembrança, o caso dele se estendeu.
Chegou até outras florestas, que em dia também de festas, cuidavam do seu estoque abastecedor.
Tinham medo que o urso tambem ali chegasse, e a comida deles logo roubasse, pois a fama do bicho era grande.
E o pior de tudo, é que este meu pobre amigo, não era tão larápio nos abrigos que ele desconhecesse.
Sofria pela triste barriga que em forma de uma gigante formiga carregava tudo que via.
Não tinha paz o nosso ursinho e nem mesmo um gesto de carinho recebia de mais ninguém.
Até que um dia amanheceu sentindo que uma grande fraqueza o acometeu, deixando-o na relva esticado.
Não levantava o bichinho, nem mesmo para procurar ajuda do vizinho, ele tinha então, se entregado.
A fome foi logo desaparecendo e aquela luta ele estava perdendo não tendo mais desejo algum.
Olhava pra todos os lados, em busca de velhos machucados que explicassem como entrou naquela fria.
Acusava sua barriga grande, que mais parecia um aposentado bonde, agora sem nenhum valor.
Lembrava da alegre mocidade quando ainda com pouca idade, costumava brincar e correr.
As lembranças da feliz infância vinham agora trazendo de volta a antiga aliança que as cinzas do tempo para ele guardou.
Da relva verde, onde em pequeno corria ,unia-se agora com a noite e o dia ,esperando novo alvorecer.
Sentia saudades da boa mãezinha, que o alimentava sempre na boquinha, até que sozinho se virasse.
Que o protegia dos perigos da floresta, não o deixando sozinho nem em dia de festa , pois não confiava em ninguém por perto.
Mas o tempo passou ligeiro e logo teve que ser guerreiro para sua propria sobrevivência.
A mãe foi então dele isolada e o deixaram naquela floresta afastada, sem saber o que a ela aconteceu.
Lutou anos para sua sobrevivência e desenvolveu uma gordura extensa , que mais parecia estranha doença.
Agora, estava alí caído, tentando entender o que tinha lhe acontecido, pra merecer um fim assim.
Fechou os olhos o nosso urso, e não mais quis seguir o seu curso, traçado para ele caminhar.
Abandonou a luta na estrada, que antes tanto deixara marcada a vida daquele pobre urso.
Culpava as pernas que não o ajudaram andar e onde outros conseguiam saltar ,as dele não mais se erguiam.
Uma lágrima no rosto correu, e o sono finalmente o venceu, por longo tempo talvez.
Nunca mais se ouviu falar do ursinho, que passou pela vida de mansinho sem nada para acrescentar.
Talvez dormindo até sonhasse ,que um dia novamente acordasse e tudo seria então diferente.
As flores tinham novamente nascido e ele pouco ainda tinha vivido pra escrever uma nova história.
Com muita luta e persistência, ele agora não tinha mais penitência para não querer viver.
Era feliz como um urso faceiro que agora era de todos o mais ligeiro e belo urso daquela floresta.
MORAL DA HISTÓRIA:
Quantas vezes passamos a vida à espera do que o outro tem para nos oferecer.
Quantas vezes acusamos o amigo ao lado, de ser um pesado fardo, que temos que carregar.
Quantas vezes fugimos de nossas responsabilidades e evitamos certas contrariedades, para não aceitar um erro que nos acometeu.
Quantas vezes nos achamos um pobrezinho, vitima de quem nos deu mais um empurrãozinho ,derrubando-nos em alto penhasco.
Quantas vezes nos entregamos ao desânimo que nós mesmos recriamos pela pouca fé em Deus.
Quantas vezes perdemos oportunidades ,de fazer novas amizades ,que mais tarde irão nos engrandecer.
Quantas vezes ficamos no tempo parados, acreditando que nada vai dar errado, pois somos filhos de Deus.
Quantas vezes procuramos culpados, para nos livrar dos pseudo-pecados que nada mais são do que chances recebidas.
E como este velho urso, passamos a vida ,esquecendo de curar antigas feridas,pela inércia do nosso reformar.
Vamos agora recomeçar, mudando hábitos que estão a nos atrazar, no caminho bendito da evolução.
Doando o nosso melhor , ao irmão que está as vezes pior , precisando da nossa mão.
Não nos coloquemos no papel de infeliz, vamos reconhecer nossa verdadeira raiz; a de viver bem a vida: AMANDO,DOANDO E SERVINDO vamos todos agora seguindo, com Jesus no coração.
Pesquisa da fonte do texto e Imagem do blog citado.de otimo teor
http://jovensdoalem.blogspot.com/