
Saudade de pular corda, dormir no chão vendo borboletas de crochê na parede, de rir até doer a barriga, de brincar de balanço, de rolar na areia, de sentar na beira do mar, de sair para almoçar, de brincar na grama, de andar de patinete, bicicleta, pega-pega, das bagunças da escola, do lanche dividido, da amizade que seria para sempre. Saudade dos que foram pois era hora, dos que por um acaso foram para outro caminho. Saudade de pessoas que passaram como um simples flash. Saudade de bonecas, pula pirata, elástico, corda, amarelinha, panelinhas, piscina de mil litros, rosto pintado na copa. Saudade de ser pequeno, ser mimado, que por qualquer encomodação por mais pequena que fosse sempre tinha alguém para te socorrer.
Saudades do que não voltará.
(A.D)